Rival Sons: Raízes cada vez mais selvagens!
26/01/2020 16:28 em Música

Conheci essa banda de Long Beach, Califórnia através do álbum de 2014 - Great Western Valkyrie, apesar dos caras estarem na estrada desde 2009. Esse primeiro contato me impulsionou a querer saber mais sobre a história e outros discos, pois era um som muito próprio e original, algo que eu não ouvia há muito tempo.

Graças à internet o garimpo foi bem mais fácil do que anos atrás, e lá estava eu com toda discografia no HD, assim pude colocar na sequência todos os álbum e enfim saber e descobrir o que era Rival Sons.

Acabei me tornando grande fã de Jay Buchanan (vocal) e toda banda, e esperava ansioso por novos discos.

Depois de dois anos do lançamento de Great Western Valkyrie veio em 2016 - Hollow Bones, um disco mais compacto e direto, mas sem tirar toda qualidade e mérito das composições da banda.

Longos três anos se passaram até essa pedrada, em minha opinião - Feral Roots de 2019. Lançado exatamente há um ano (25/01/2019) esse disco é prova absoluta do amadurecimento das composições e da execução das canções.

Buchanan, Holiday, Miley e Dave Beste conseguiram aliar peso e muita melodia em um disco soberbo que abre com uma faixa que praticamente diz; “dá licença que vou meter o pé na porta” Do Your Worst.

Sugar on the Bone, segunda faixa busca um timbre pouco explorado anteriormente pela banda, uma faixa direta, mas muito bem executada.

Na terceira faixa Back in the Woods confesso que a intro de batera me remeteu instantaneamente a Heaven In Black do Sabbath, aquela canção que fecha o disco Tyr de 1990. Mas logo que a música segue percebo que foi apenas um “Déjà vu”, pois o som é bem característico do Rival, com aquele baixo que parece que vai te engolir de tanta energia.

Look Away a quarta faixa começa bem ao som Led Zeppelin, nos remetendo há algo bem setentista e a primeira pergunta que fiz quando ouvi pela primeira vez foi; que será que vem na sequência? E pra minha surpresa outro som matador que mistura peso e melodia em doses homeopáticas, mas que são sem contra indicações, uma música que quando termina com certeza te dá vontade que ouvir novamente.

Há essa altura do disco eu já estava encantado com Feral Roots, que pra mim já havia superado o disco anterior, e eis que começa a quinta faixa, ela “Feral Roots”, essa vem para selar minha opinião sobre esse disco. Que faixa meus amigos, sem dúvida minha preferida; sem explicação para a magia que essa canção trás, seja em um momento de paz ou de revolta, é realmente uma “raiz selvagem” mas que também nos remete àquele clima de viagem em pensamentos (eu recomendo, ouça com fone).O disco segue com Too Bad, Stood by Me e Imperial Joy todas naquele clima do disco, um álbum realmente que mostra toda criatividade de todos da banda, vocal e cozinha falando a mesma língua, coisa tão rara nos dias atuais.All Directions, a nona faixa é uma Senhora Balada, que faria sucesso em qualquer FM de classe Especial, uma música que naquela altura do disco nos faz afirmar, “que álbum sensacional”.

End of Forever, penúltima faixa começa um pouco eletrônica e faz pensar, POXA, será? – mas não, a base eletrônica até continua, mas é muito bem dosada, e os gritos de Jay e peso da banda não decepcionam.

Chegamos à última faixa “Shooting Stars” com um coral mágico, melodia que parece ser de outro planeta, me relembrou aquele coral AFRO que costumamos ver em alguns filmes, todos batendo palminha e cantando OH,OH, OOOOH, realmente um Grand Finale para um disco que na minha opinião foi um dos melhores de 2019. Ouça sem moderação!

Gustavo Troiano

 

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